Há duas semanas que não escrevo aqui. Mas confesso que fiquei um pouco desmotivada quando falhei no meu último desafio. A princípio pensei que não fosse tão difícil ficar mísero três dias sem utilizar-me de palavras de baixo calão durante minhas falas. A verdade é que alguns estudos já afirmaram que falar palavrão é uma forma de liberar o estresse ou até ajudar a suportar a dor. Um palavrão bem dado, cheio de energia e sentimento alivia realmente a tensão e já experimentei isso várias vezes. Quem nunca disse um palavrãozinho sequer durante um exame de sangue (cacete de agulha!), ou nunca soltou o verbo quando a barriga ardeu ao completar o centésimo abdominal, ou em uma briga com o irmão soltou o super elegante "vá tomar..."? Percebi que durante meus dias de vigilância consegui segurar a língua quando estava junto das pessoas. Por mais que surgisse algum problema, que aparecesse alguma situação desagradável, eu respirava fundo, bebia minha água e as palavras não passavam da zona do pensamento.
Mas o pior momento foi estar no trânsito eu e eu mesma dentro do carro, com vidros hermeticamente fechados e vir um louco no meio da rua e então não tinha jeito. Tive que soltar o tal palavrão. E depois vinha o remorso e o arrependimento por não ter tido controle mental sobre minhas palavras. Sim, fracassei e ciente do meu fracasso como estou, serei obrigada a repetir a dose, mas talvez farei o desafio duplo: ficar sem dirigir e consequentemente sem palavrão.u
Será que é possível desfazer-se de vícios e manias? Será que precisamos ter tudo o que temos? Será que aquilo que julgamos imprescindível à nossa sobrevivência é realmente necessário? A proposta do blog é testar os meus limites e retirar algo da minha vida por três dias
3 dias sem
Tudo começou no dia em que decidi, por livre e espontânea vontade, ficar sem internet por três dias. A partir daí surgiram novos desafios que estou decidida a testar e relatar. Um blog de experimentos, testes, descobertas e reflexões sobre como nos comportamos quando ficamos alguns dias sem algumas coisas... Leia, reflita, compartilhe suas experiências malucas.
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