Dia 1
Cabelos ao vento, livres, leves e soltos. Foi assim que meus cabelos passaram o dia. Quase todo. Durante os meus três banhos fui obrigada a prendê-los para minutos depois, livre da água, soltá-los. O dia estava quente como sempre, mas mesmo assim me mantive firme. Indo ao banco pela manhã percebi que na maior parte das vezes os fios ficavam puxados para um lado, numa vã e simplória tentativa de mantê-los juntos. Apenas em dois determinados momentos descuidei-me e quando dei por mim, lá estavam eles no coque. Minha aula de francês via CD-Rom não estava evoluindo. O celular tocou simplesmente três vezes seguidas. E no auge do meu calor e aborrecimento por não conseguir atingir a concentração que eu queria percebi que já os havia prendido. Já a primeira vez foi no carro, quando no pingo do meio dia, o ar condicionado sofregamente soltava uma leve brisa gelada eu já fiz o gesto conhecido: comecei a dar nós em volta dele mesmo. Já sabia o final e tive que conter-me. A ultima fez foi ao escrever esse texto. Saí do banho e esqueci de arrancar a liga e quando faltaram as palavras para terminar o texto, impaciente com minha falta de fluidez, fiz mais uma vez o gesto tenebroso. Resta saber agora se eu devo culpar o calor ou apenas minha ansiedade e nervosismo.
Dias 2 e 3
Tive a brilhante ideia de lavar os cabelos logo pela manhã, o que me daria umas boas horas de cabelos livres. Passei algumas horas tentando não enrolar os cabelos em um coque. Então, no final da tarde já meio desesperada com a altura que meus cabelos estavam decidi apelar para a prancha. Com muita preguiça e calor puxei e puxei, alisei e alisei até que ficou de um tamanho aceitável e até bonitinho. Então finalmente eu esqueci um pouco da mania de prender e enrolar e puxar para cima na terça. Mas na quarta fui obrigada a estudar e ler e escrever e sempre que me via nervosa por falta de palavras lá estava eu prendendo e amarrando novamente. Então decidi relaxar, dar um tempo no nervosismo e focar novamente na comida, o que também não foi uma escolha muito interessante. Fato é que cabelos com menos volume diminuíram minha neura de tentar domá-los, assim como escrever me causa um certo tique nervoso. O negócio é tentar focar minha tensão em outra coisa. Que não seja comida.
Será que é possível desfazer-se de vícios e manias? Será que precisamos ter tudo o que temos? Será que aquilo que julgamos imprescindível à nossa sobrevivência é realmente necessário? A proposta do blog é testar os meus limites e retirar algo da minha vida por três dias
3 dias sem
Tudo começou no dia em que decidi, por livre e espontânea vontade, ficar sem internet por três dias. A partir daí surgiram novos desafios que estou decidida a testar e relatar. Um blog de experimentos, testes, descobertas e reflexões sobre como nos comportamos quando ficamos alguns dias sem algumas coisas... Leia, reflita, compartilhe suas experiências malucas.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
domingo, 8 de abril de 2012
Essa semana quero retomar esse projeto de passar três dias sem. Ano passado havia feito um lista de coisas que podia passar sem e com a mudança "perdi" vários cadernos com várias anotações. O sentido do blog é me testar de uma forma menos dolorosa do que fazer dieta. É uma outra forma de análise, de descobrir como posso me portar em determinada situações.
Durante esse tempo que parei de escrever, desde o ano passado, tive outras ideias de blogs, mas ainda assim quero seguir com essa. Faço aqui o compromisso de pelo menos uma vez pos semana me desafiar a fazer algo. Como esses dias estou um pouco mais envolvida com coisas do universo feminino, vou fazer meus desafios desse mês de abril com coisas relacionadas a isso.
Em Janeiro fui pressionada pela sociedade que me cerca (leia-se amigos e família) a cortar meus cabelos que estavam imensos. Acho que nunca na vida tinha conseguido cultivar tanto esses cabelos. Foi quase um palmo de cabelo ao chão e ainda assim percebi que ele não cortou do jeito que eu havia pedido. Mesmo assim engoli a vontade de chorar (que sempre aparece depois que eu corto os cabelos) e fui tentar me acostumar com o novo volume de cabelos que quanto mais curtos mais sobem. Quase três meses depois, com alguns centimetros recuperados percebi que meu cabelos ficam mais tempo amarrados do que soltos. Se a ideia de ter fios longos é justamente para mostrar toda a extensão, várias vezes ao dia me pego enrolando-os para envolvê-los na molinha de plástico. Estou totalmente dependente do famoso pitó e não saio de casa sem um no pulso. Eu posso até culpar o calor, mas eu sei que já virou mania, algo que faço automaticamente e quando vejo o enrolado de cabelos já está lá no topo.
Por isso decidi começar pelas madeixas. E serão três dias em que as deixarei livres, leves e soltas.
Durante esse tempo que parei de escrever, desde o ano passado, tive outras ideias de blogs, mas ainda assim quero seguir com essa. Faço aqui o compromisso de pelo menos uma vez pos semana me desafiar a fazer algo. Como esses dias estou um pouco mais envolvida com coisas do universo feminino, vou fazer meus desafios desse mês de abril com coisas relacionadas a isso.
Em Janeiro fui pressionada pela sociedade que me cerca (leia-se amigos e família) a cortar meus cabelos que estavam imensos. Acho que nunca na vida tinha conseguido cultivar tanto esses cabelos. Foi quase um palmo de cabelo ao chão e ainda assim percebi que ele não cortou do jeito que eu havia pedido. Mesmo assim engoli a vontade de chorar (que sempre aparece depois que eu corto os cabelos) e fui tentar me acostumar com o novo volume de cabelos que quanto mais curtos mais sobem. Quase três meses depois, com alguns centimetros recuperados percebi que meu cabelos ficam mais tempo amarrados do que soltos. Se a ideia de ter fios longos é justamente para mostrar toda a extensão, várias vezes ao dia me pego enrolando-os para envolvê-los na molinha de plástico. Estou totalmente dependente do famoso pitó e não saio de casa sem um no pulso. Eu posso até culpar o calor, mas eu sei que já virou mania, algo que faço automaticamente e quando vejo o enrolado de cabelos já está lá no topo.
Por isso decidi começar pelas madeixas. E serão três dias em que as deixarei livres, leves e soltas.
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